quarta-feira, abril 20

À força.

Onde pensa que está indo? Não, não. Fique aqui! Isso mesmo, sentada aí. Agora olhe pra mim. OLHE PRA MIM! Olhe no fundo dos meus olhos... Isso... Sorria, sorria mais. Mostre os dentes, tem que parecer verdadeiro! Melhor... Seus olhos tem que brilhar, tem que estar iluminados. POR QUE ELES NÃO BRILHAM? Ah, agora está chorando? Sua... Não, não. Isso é ótimo. As lágrimas são para expressar o que você sente, não é? Muito bom, muito bom. Agora, coloque aquele sorriso de volta no seu rosto. Isso, perfeito. Agora faça o que te pedi no começo. Faça logo!
"Eu te amo", ela disse baixinho, com muito esforço.
Eu não ouvi. O que você disse? Fale mais alto. Grite! Quero que todos ouçam. Anda, diga logo. Eu não tenho o dia todo.
"Eu te amo", falou ela com mais força. 
Esse é o melhor momento da minha vida, você me ama... Eu sempre quis ouvir isso de você. Eu, eu não sei o que dizer. Obrigado.
E assim ele saiu, como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse imposto aquelas palavras, aquele sentimento à criatura que ele dizia amar. Amor hoje é uma palavra tão banalizada.

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